sábado, 16 de maio de 2009

Vantagens dos OGM

Tolerância a Herbicidas – Aumento da Produtividade


As plantas podem ser modificadas de modo a terem no seu DNA um gene que lhe confira resistência a produtos químicos como os pesticidas e os insecticidas. Com isto o agricultor vão puder usar as quantidades de químicos desejadas para acabar com as pragas e assim obter um maior aumento de produto no final de cada época.


Tolerância a Insectos – Redução dos Químicos Usados

As culturas transgénicas podem ser munidas de genes que lhes confiram resistência ás suas pragas naturais, produzindo toxinas que matam essas pragas. Com isto, é desnecessário o uso de químicos como os pesticidas na agricultura, uma vez que a própria planta se “protege sozinha”, contribuindo assim para reduzir a polição ambiental.

Redução do Uso de Fertilizantes

Alguns frutos e nozes são munidos de genes capazes de os fazer aumentar o seu tamanho naturalmente sem precisarem de ser utilizados fertilizantes e outros químicos nas culturas para os tornarem maiores e mais apetecíveis.

Melhoria da Qualidade dos Alimentos

A tecnologia usada nos transgénicos permitem-nos melhorar e corrigir os mais variados alimentos de modo a produzirmos novos alimentos com as características desejadas. Podem ser obtido alimentos com maior teor em certos nutrientes, alimentos com vitaminas que naturalmente não conseguiriam produzir, reduzir a síntese de algumas proteínas para que os alimentos durem mais tempo, entre outros.


Produção de Compostos com Interesse Económico

A inovação da biotecnologia a este nível é tal forma grandiosa, que é possível produzir variadíssimos tipos organismos que nos possibilitem uma vida mais fácil. É possível criar vacinas comestíveis, modificar o material genético das vacas para produzirem mais leite, criar peixes coloridos para comercializar como peças de decoração, assim como muitas outras coisas que falamos mais à frente. Tudo isto contribui para um largo interesse económico à escala mundial, e quem tiver mais “imaginação” sai a ganhar.

Clonagem

Através da técnica de DNA recombinante é possível introduzir nas bactérias genes com determinadas funções (genes de interesse). As bactérias ao reproduzirem-se formam descendentes exactamente iguais entre si, como se fosse um clone, assim fazem copias desse gene, sendo este processo chamado de Clonagem.

Produção de Medicamentos

Tal como na clonagem, através de técnicas de DNA recombinante é possível fazer com que as bactérias passem a produzir determinadas substâncias através da inserção de genes de interesse benéficas para a saúde, e assim produzir medicamentos com base nessas substâncias produzidas.

Acabar com a Fome Mundial

Os transgénicos ao permitirem um maior aproveitamento de culturas e principalmente a concepção de alimentos mais ricos em nutrientes e vitaminas, são vistos como uma esperança para os países de terceiro mundo.

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Impactos Negativos dos OGM

Poluição do Ambiente

Os transgénicos mais comuns são as plantas, nomeadamente o milho e a soja. Ora, uma vez que estas são modificadas de modo a adquirirem uma resistência a um pesticida ou herbicida, com o objectivo de obter um maior rendimento da colheita, por exemplo, os indivíduos responsáveis por esses campos de plantas transgénicas vão adquirir um maior “á vontade” na aplicação desses herbicidas e pesticidas. Com isto, a quantidade aplicada destes produtos sobre os campos não vai causas preocupações relativamente ao contágio da plantação, e assim as quantidades despejadas sobre estas vão ser descomunais, tendo assim um impacto altamente nocivo sobre o ambiente, tendo assim um impacto directo sobre os solos, um vez que os químicos utilizados se infiltram na terra, contaminando-a, e um impacto indirecto sobre as águas subterrâneas, os rios e mesmo sobre a atmosfera, uma vez que os químicos presentes no solo chegaram aos aquíferos e as aguas dos rios.



Redução da Biodiversidade

A existência de plantas resistentes a produtos químicos provoca uma redução dos predadores naturais dessa planta, afectando assim os níveis seguintes da cadeia alimentar, como os pássaros que necessitam dos insectos para se alimentarem, e ainda pode provocar uma dificuldade em existir predadores naturais para essa mesma planta. Em consequência destes acontecimentos vai haver a possibilidade de criar efeitos nocivos nos insectos que não são pragas importantes á agricultura e induzir um rápido crescimento de insectos resistentes (selecção natural).

Poluição Genética

Não é possível separar culturas convencionais das transgénicas, pois os grãos de pólen percorrem distâncias na ordem dos 180 Km por dia, sendo possível haver uma disseminação dos grãos de pólen das plantas transgénicas para as plantas naturais, ou seja, vai haver uma “contaminação” pelo ar das plantas naturais pelas plantas modificadas, convertendo assim estas plantas em “cópias” daquelas que haviam sido geneticamente modificadas, convertendo todas as plantas atingidas em plantas com as mesmas características das transgénicas, alterando assim também a biodiversidade.

Aumento das Alergias

Há possibilidade de desenvolvimento de alergias a produtos transgénicos. A criação de proteínas sintetizadas pelos novos genes nos transgénicos pode ter um potencial alérgico ao nosso organismo e são postos à venda nos supermercados muitos produtos com substâncias transgénicas cujo potencial alérgico ainda não foi testado.



Perigo para os agricultores

A existência de culturas transgénicas pode prejudicar aqueles agricultores que não as utilizam. Como? Simplesmente porque a lei defende sempre as grandes empresas multinacionais. O que acontece é que sempre que há contaminação genética de culturas convencionais por grãos de pólen transgénicos, essas culturas passam a ser transgénicas também, e as empresas responsáveis pelo fabrico das sementes transgénicas tem o “direito” de ficar com a posse dos terrenos agrícolas porque agora passaram a ser as suas sementes que constituíam os campos agrícolas, e o proprietário para alem de ficar sem as suas culturas ainda fica sujeito a pagar uma indemnização por ter “usado” sementes que não eram dele.



Aparecimento de novas doenças

Os transgénicos munidos de genes que lhe conferem resistência a algumas bactérias podem provocar um fortalecimento dessas bactérias contra as quais actuam. As bactérias que sobrevivem à resistência das plantas transgénicas, por um processo de selecção natural, vão se reproduzindo, criando novas colónias de bactérias que não são afectadas por aquelas plantas transgénicas, desenvolvendo-se assim um novo tipo de bactérias e surgindo novas doenças nas plantas.

Perigo para a Saúde Pública


O excesso de produtos químicos que advêm da utilização de organismos geneticamente modificados na agricultura, não tem apenas um impacto negativo no ambiente, mas também um risco para saúde pública. Se considerarmos que os alimentos provenientes de campos transgénicos são excessivamente irrigados com pesticidas e herbicidas, esses mesmos produtos químicos vão chegar a nossa mesa, mesmo em ínfimas quantidades, nos alimentos. Os especialistas dizem que a quantidade de químicos que tem possibilidade de chegar a nossas casas é “banal” para provocar algum tipo de impacto a nível da saúde, mas de certo que bem também não faz!

Resistência a Antibióticos

A transferência de genes dos organismos geneticamente modificados para as células do corpo humano causaria preocupação se o material genético transferido afecta-se de forma adversa a saúde. Os críticos aos transgénicos defendem a teoria de que os OGM munidos de genes que lhes conferem resistências a certos antibióticos (característica que lhes permitem serem distinguidas dos não modificadas), passam a ter probabilidade de causar essa mesma resistência ao antibiótico no ser que o consumiu, ou seja, nos humanos. O resultado será então a ineficiência desse antibiótico numa possível infecção provocada por uma bactéria, ou seja, quando necessitarmos desse antibiótico, seremos resistentes a este, e assim, não nos fará efeito, com isso, podem multiplicar o número de problemas de saúde que envolvem bactérias imunes e dificultar o tratamento de doenças.



Insegurança na Utilização dos Transgénicos

Os estudos feitos aos organismos geneticamente modificados são de curta duração e superficiais, não sendo possível avaliar com segurança os danos provocados por a introdução de transgénicos no ambiente.


Falta de Informação

Existe uma falta de informação relativa aos organismos geneticamente modificados, sendo que grande parte da população não está informada acerca da sua concepção e em geral nem sequer sabem do que se trata um transgénico. Para além disto, mesmo a parte da população que tem conhecimento do assunto e dos possíveis impactos não tem uma informação evidente de quando está a ingerir produtos transgénicos.

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O Mundo segundo a Monsanto

A tecnologia utilizada na criação de plantas transgénicas é de tal forma onerosa que apenas é acessível às grandes empresas. Tendo ficado conhecida como fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na Guerra do Vietname, e de hormonas de aumento da produção de leite proibidas na Europa, a Monsanto domina o mercado mundial das sementes transgénicas com mais de 90% da área total de culturas transgénicas.

Esta empresa colossal sediada no Missouri, Estados Unidos da América, comprou ou estabeleceu acordos comerciais com as maiores empresas de sementes americanas e internacionais como a Calgene, a Asgrow Agronomic, a Delta & Pine Land, a Monsoy, a Cargill e a Dekald Genetics, ficando a ser conhecida como a responsável pelo fabrico de sementes transgénicas, já que as restantes que as fabricam são irrelevantes ao lado da Monsanto.

Devido às leis das patentes, os agricultores de culturas não transgénicas que, por azar, sejam contaminados pelo pólen de plantas transgénicas, são obrigados a pagar indemnizações à Monsanto por uso de sementes transgénicas não autorizado, para além de ficarem sem as suas culturas (para a Monsanto). A Monsanto dedica um orçamento anual de 10 milhões de dólares e uma equipa de 75 pessoas (chamados de “policias das sementes”) à investigação e extorsão legal de produtores, tendo já levado a tribunal 90 casos, dos quais envolvem cerca de 150 agricultores e 40 pequenas empresas em 25 Estados americanos, sempre sob a acusação de terem usado, sem autorização legal, sementes transgénicas patenteadas. Num só caso a Monsanto chegou a ganhar 3 milhões de dólares e as multas e condenações impostas aos agricultores pode chegar aos 15 milhões de dólares.

De um modo geral, os agricultores que não pretendam cultivar com sementes geneticamente modificadas e optem pelas convencionais ficam sujeitos à disseminação das sementes das plantas transgénicas que caiam nos seus campos e serão acusados de uso ilegal de sementes transgénicas ficando sem as suas culturas e ainda pagando coimas como as já referidas.
A contaminação é imparável, pois os grãos de pólen podem percorrer distâncias na orem dos 180 Km por dia. Esta gerou uma preocupação geral em toda a agricultura, já que nem mesmo os agricultores que não usam OGM ficam imunes. Com o passar do tempo a Monsanto e outras indústrias tentaram convencer públicos e governos de esta contaminação com substâncias benéficas e industriais é aceitável e quem se opuser é “fundamentalista” e “anti-progresso”.

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Guia do Consumidor

A Greenpeace lançou o chamado “Guia do Consumidor”, onde apresenta os produtos e as respectivas marcas cuja concepção passa por componentes transgénicos.

De entre muitas, destacámos as seguintes marcas.

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Rotulagem – Um meio de Informação

Actualmente, existem estudos científicos efectuados em ratos que apoiam a tese de que os alimentos transgénicos são prejudiciais ao sistema imunológico e à fertilidade. Apesar disso, a comunidade científica ainda não admite alarmismos quanto à possibilidade dos transgénicos causarem de facto, danos sanitários. Talvez isto advenha do facto de a comunidade científica almejar sempre saber mais saber das leis que regem o funcionamento da Natureza e, por isso, estar a aguardar até que os efeitos dos alimentos geneticamente modificados se revelem claramente.

Abordando a questão do ponto de vista político, é facilmente compreensível a pressão exercida pela União Europeia sobre a França, a Grécia, a Áustria e a Hungria, os Estados-membros que não autorizam o cultivo deste tipo de alimentos, no sentido de os obrigar a levantar essa mesma norma. A cultura de transgénicos revela ser mais produtiva do que os tipos de agricultura convencional, pelo facto das variedades plantadas apresentarem resistência contra herbicidas, pesticidas, a escassez de humidade, entre outras. Neste enquadramento, os transgénicos podem representar uma poupança orçamental significativa no Ministério da Agricultura de um país.

Contrariamente à Ciência e à Política, a Sociedade não aprova a introdução de alimentos geneticamente modificados no mercado. Como agente tão directamente implicado nesta temática, o público deve ter um papel activo no processo de avaliação e aprovação / reprovação das normas que regulam o comércio dos alimentos geneticamente modificados.

Exemplo louvável desse exercício de cidadania é a petição por nós iniciada. Num âmbito restrito, a petição promove a criação de um quadro jurídico que integre a rotulagem obrigatória das carnes, lacticínios e ovos de animais previamente alimentados com rações geneticamente modificadas, de modo a que sejam facilmente identificados como tal. A verdade é que, no nosso país, a legislação vigente sobre rotulagem de alimentos apenas regula aqueles cuja percentagem de modificação génica seja superior a 0,99%. Para além disto, os produtos alimentares acabados ou inacabados cuja matéria-prima seja considerada, por lei, geneticamente modificada, não são contemplados nessas normas.

Entendemos que o objectivo do abaixo-assinado é exequível e indispensável, na medida em que a alimentação toca a todos e, como consumidores, legítimos destinatários da informação prestada pelos fabricantes, somos nós quem devemos determinar os dados informativos necessários para que possamos exercer o nosso direito à informação e à liberdade de escolha. Por isso, é da extrema importância a mobilização da população.

Ainda que não possam evitar a sujeição àquilo que dita a Ciência e a Política, a Sociedade tem sempre o direito a poder decidir aquilo que consome, não devendo sequer existir a possibilidade de o consumidor alguma vez sentir que está a ser utilizado como cobaia numa experiência científica ou a colocar interesses políticos à frente daquilo que à sua saúde concerne.

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Qual a opinião pública acerca dos OGM?

A comissão europeia publicou em Março de 2003 o seu mais recente estudo de opinião.

Os dados revelaram que quase 90% dos portugueses não sabe o que é um transgénico. Só 11% dos portugueses sabem do que se trata um transgénico, sendo que dos que disseram que já ouviram falar 54% já não se lembra o que é, e 18% dá uma resposta errada.

No Brasil, 71% dos que já ouviram falar em transgénicos, preferem não os consumir e 92% pretendem que os rótulos indiquem a presença de qualquer ingrediente transgénico.


Na Austrália, 51% vêem a tendência para introduzir OGM como sendo negativa. No Japão, esse valor sobe para 82%.


Na Nova Zelândia, 60% estão preocupados com os alimentos transgénicos.


No Canadá, 62% estão preocupados com a segurança dos OGM e preferem não os consumir.


Nos EUA, 58% não querem comprar alimentos transgénicos e 82% pretendem que sejam rotulados. Além disso, 68% estão dispostos a pagar mais para que haja rotulagem. As mulheres americanas são substancialmente mais cépticas do que os seus pares masculinos: 59% dos homens daria OGM a comer aos filhos mas apenas 37% das mulheres o faria.

Áustria, França, Luxemburgo, Grécia e países da Escandinávia, são os que mais contestam esta aplicação, com uma percepção de risco maior, com uma opinião mais negativa e evidenciando, simultaneamente, mais conhecimento sobre a matéria. Em contrapartida, temos a Espanha (um dos países que revelou estar mais favorável a esta aplicação), Portugal (que evidenciou percentagens de não-respostas mais elevadas), o Reino Unido e a Irlanda. Nalguns casos verifica-se uma espécie de correlação entre grau de desinformação e grau de concordância (Itália, Portugal, Bélgica). Noutros casos, a desinformação estimula a rejeição (Grécia, Áustria, Luxemburgo). Noutros ainda o grau de informação gera mesmo mais concordância (Holanda).

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Em defesa da Sociedade

O estudo da libertação dos organismos geneticamente modificados no meio ambiente não é suficiente para podermos tirar conclusões categóricas relativamente as suas consequências e benefícios.

Existe porém muitos prós e contras da utilização dos transgénicos. Uns apontam os transgénicos como uma possível arma de combate à fome mundial, pelo seu maior aproveitamento das culturas cultivadas, já que a maior parte das culturas transgénicas são munidas de genes que lhes conferem resistência a algumas pragas e a produtos químicos, como os pesticidas e os herbicidas. Ainda realçando este facto existe os transgénicos como o arroz dourado, capaz de fornecer grandes quantidades de vitamina A aos seus consumidores, sendo assim também visto como uma ajuda para os países em vias de desenvolvimento.

Por outro lado, a quem afirme que os transgénicos não ajudarão a acabar com a fome mundial, uma vez que o que existe é uma má distribuição de riqueza e alimentos, e não carência destes, e mesmo que assim não fosse, se os transgénicos são um grande benefício a nível dos países de terceiro mundo, porque são os E.U.A os grandes produtores deste tipo de culturas?

Apoia-se ainda o facto de os transgénicos contribuírem para a poluição ambiental, já que permitem um maior uso e produtos químicos na agricultura, e em consequência disto, advém o possível perigo para a saúde publica, pelo excesso de produtos químicos na alimentação e a provável redução da biodiversidade, pela redução do numero de predadores naturais existentes que afectará os níveis seguintes da cadeia alimentar, e pela poluição genética dos grãos de pólen.

Posto que isto é apenas uma pequena parte do que o uso dos transgénicos pode, possivelmente, originar e supondo que os transgénicos nos possibilitarão mesmo um modo de vida mais agradável, com uma significativa redução dos preços dos produtos alimentares, uma criação de novos produtos mais ricos em vitaminas e proteínas necessárias e ajude os pequenos agricultores a crescerem no mercado, valerá tudo isso as consequências que acarreta?


Serão os benefícios que os transgénicos nos possibilitam merecedores das possíveis consequências para o ambiente e para a saúde pública?

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